{"id":483,"date":"2014-08-29T14:27:25","date_gmt":"2014-08-29T14:27:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.2013.fif.art.br\/?p=483"},"modified":"2014-08-29T14:46:54","modified_gmt":"2014-08-29T14:46:54","slug":"dia-17-programacao-fif-bh","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.2013.fif.art.br\/?p=483","title":{"rendered":"DIA 17: PROGRAMA\u00c7\u00c3O FIF-BH"},"content":{"rendered":"<h4>BELO HORIZONTE EM FOCO<\/h4>\n<p dir=\"ltr\"><em>Maratona fotogr\u00e1fica leva trabalhos autorais para pr\u00e9dios da cidade. Bate-papos e palestras completam a movimentada programa\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p>Nesta quarta-feira, dia 17, o\u00a0<strong>FIF \u2013 Festival Internacional de Fotografia<\/strong>\u00a0chegou \u00e0s ruas de Belo Horizonte. Como desdobramento da\u00a0<strong>Maratona Fotogr\u00e1fica<\/strong>, atividade que mobilizou, entre os dias \u00a05 e 15 de julho, 20 fot\u00f3grafos para a produ\u00e7\u00e3o de trabalhos autorais na cidade de Belo Horizonte. Os ensaios produzidos ser\u00e3o projetados em pr\u00e9dios da cidade ao longo dos dias 17, 18, 19 e 20 de julho. Nesta quarta-feira, os trabalhos puderam ser vistos na parede cega do pr\u00e9dio localizado na esquina entre a Rua da Bahia e a Avenida Afonso Pena.<\/p>\n<p>\u201cA Maratona \u00e9 uma atividade baseada na troca de experi\u00eancias entre os artistas e tamb\u00e9m com a pr\u00f3pria cidade. Ao longo de dez dias, os fot\u00f3grafos s\u00e3o estimulados a percorrem as ruas de Belo Horizonte para a constru\u00e7\u00e3o de imagens e se valem da pr\u00f3pria cidade para projetar essa visualidade, passado por um filtro de inten\u00e7\u00e3o po\u00e9tica\u201d, destaca Guilherme Cunha, um dos idealizadores e coordenadores do FIF-BH.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Al\u00e9m das proje\u00e7\u00f5es, bate-papos, palestras e o \u00faltimo encontro das<strong>\u00a0leituras de portf\u00f3lio<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m fizeram parte da programa\u00e7\u00e3o. No Museu Mineiro, os orientadores Alexandre Sequeira, Daniella G\u00e9o, Isabel Flor\u00eancio, e Daniel W. Coburn se reuniram uma \u00faltima vez com cerca de 20 fot\u00f3grafos para an\u00e1lise de trabalhos e trocas de experi\u00eancias.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><!--more--><\/p>\n<p><strong>Bate-papos<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00c0s 10 horas, o Espa\u00e7o Tim UFMG Conhecimento recebeu Marc\u00edlio Gazzinelli para mais uma edi\u00e7\u00e3o do Circuito Caf\u00e9. Para Gazzinelli, a fotografia \u00e9 uma paix\u00e3o antiga. O mineiro trabalha na \u00e1rea desde 1980, ano em que abandonou a gradua\u00e7\u00e3o em Geologia e escolheu a fotografia como profiss\u00e3o. Atua principalmente no mercado de registro de imagens a\u00e9reas e industriais, mas, desde o in\u00edcio da carreira, desenvolve um forte trabalho autoral, buscando hist\u00f3rias que passam despercebidas para a maioria das pessoas.<\/p>\n<p>No CentoeQuatro, \u00e0s 16 horas, foi a vez de Dirceu Mau\u00e9s falar sobre sua trajet\u00f3ria e trabalho. Nascido em Bel\u00e9m, no Par\u00e1, Dirceu vive hoje em Bras\u00edlia, onde se graduou em Artes Pl\u00e1sticas pela UnB (2012) e \u00e9 mestrando do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Arte. Atuou como fot\u00f3grafo dos principais jornais impressos de Bel\u00e9m (PA) entre 1997 e 2008 (O Liberal, Di\u00e1rio do Par\u00e1 e Amaz\u00f4nia Jornal). Em 2003, iniciou trabalho autoral nas \u00e1reas da fotografia, cinema e v\u00eddeo, que t\u00eam como base pesquisas com a constru\u00e7\u00e3o de c\u00e2meras artesanais e utiliza\u00e7\u00e3o de aparelhos prec\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>Desobedi\u00eancia visual<\/strong><\/p>\n<p>A palestra do FIF-BH desta noite, no CentoeQuatro, foi com Kency Cornejo, que abordou a colonialidade visual e suas consequ\u00eancias nos dias atuais. Na palestra \u201cDesobedi\u00eancia visual: a arte contempor\u00e2nea e a fotografia na Am\u00e9rica Latina dos s\u00e9culos XX e XXI\u201d, a doutoranda em Hist\u00f3ria da Arte e Estudos Visuais na Universidade de Duke (EUA) explicou que \u201cdesobedi\u00eancia visual\u201d \u00e9 um ato pol\u00edtico, mas vai al\u00e9m da pol\u00edtica partid\u00e1ria, panflet\u00e1ria, ou de conceitos como esquerda e direita, governo e indiv\u00edduo. A desobedi\u00eancia visual lida com a l\u00f3gica do sistema, com o contexto da cultura estudada. \u00c9 uma desobedi\u00eancia do conhecimento.<\/p>\n<p>Kency Cornejo explica que, historicamente, a domina\u00e7\u00e3o, por exemplo, de ind\u00edgenas e negros, se d\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 atrav\u00e9s da viol\u00eancia, mas tamb\u00e9m da arte. \u201cPara colonizar \u00e9 necess\u00e1rio mudar a maneira como o outro v\u00ea\u201d, afirma. No caso das coloniza\u00e7\u00f5es nas Am\u00e9ricas, os europeus ignoravam os conhecimentos ind\u00edgenas &#8211; arte, pol\u00edtica, religi\u00e3o &#8211; e constru\u00edram uma nova identidade. Segundo Kency, os espanh\u00f3is n\u00e3o entendiam o conhecimento e a arte ind\u00edgenas &#8211; pensavam que eles n\u00e3o sabiam registrar sua hist\u00f3ria e por isso se proclamaram as pessoas capazes de fazer isso.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mais recentemente, na Guatemala, em uma tentativa de dizimar a cultura ind\u00edgena, campanhas militares perseguiram e assassinaram cerca de 30 mil \u00edndios. Quem usava roupas ou acess\u00f3rios ind\u00edgenas tamb\u00e9m eram perseguidos e assassinados &#8211; inclusive crian\u00e7as ind\u00edgenas, consideradas como \u201csementes do mal\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Muitas dessas \u201csementes do mal\u201d, que conseguiram escapar da morte, s\u00e3o artistas atualmente na Guatemala: Benvenuto Chavajan, Sandra Monterroso, Antonio Pichill\u00e1, entre outros. Estes artistas usam, principalmente, a express\u00e3o corporal como forma de desobedi\u00eancia visual. O importante para eles n\u00e3o \u00e9 impor seu conceito de arte, mas entender sua forma de express\u00e3o e enxergar o mundo. \u201cDesobedi\u00eancia visual n\u00e3o \u00e9 apenas o que o artista cria, mas o que n\u00f3s consumimos e entendemos de arte\u201d, explica.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Esta domina\u00e7\u00e3o visual ainda persiste nos dias de hoje atrav\u00e9s da cultura de massa e padroniza\u00e7\u00e3o cultural. Kency explica que se por um lado ainda existe a coloniza\u00e7\u00e3o visual, por outro existe a resist\u00eancia \u2013 desobedi\u00eancia visual \u2013 pelos mesmos meios de comunica\u00e7\u00e3o usados para impor, mostrando uma forma de enxergar o mundo e a arte por outro vi\u00e9s al\u00e9m do imposto.<\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><strong>Texto:<\/strong>\u00a0Cobertura Colaborativa do FIF-BH 2013, com Naiade Bianchi<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BELO HORIZONTE EM FOCO Maratona fotogr\u00e1fica leva trabalhos autorais para pr\u00e9dios da cidade. Bate-papos e palestras completam a movimentada programa\u00e7\u00e3o Nesta quarta-feira, dia 17, o\u00a0FIF \u2013 Festival Internacional de Fotografia\u00a0chegou \u00e0s ruas de Belo Horizonte. 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